Hospital Bom Jesus promove ações de prevenção e conscientização durante o Setembro Amarelo

 

Programação envolveu colaboradores, pacientes e familiares e reforçou a importância da escuta, da identificação de sinais de sofrimento e da busca por atendimento especializado

O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, lembrado em 10 de setembro, contou com uma programação diferenciada no Hospital Bom Jesus (HBJ). As atividades integram o Setembro Amarelo e tiveram como foco a prevenção, a escuta e a conscientização sobre a importância dos cuidados com a saúde mental.

As ações foram desenvolvidas em diferentes espaços do Hospital e envolveram colaboradores, pacientes, familiares e pessoas que passaram pela instituição. Cartazes de conscientização foram distribuídos pelos setores e os profissionais receberam o laço amarelo, símbolo da campanha. Nas recepções e demais portas de entrada do HBJ, também foram entregues cartões com mensagens positivas e orientações.

De acordo com a psicóloga do HBJ, Eliane Hllleishein, levar o assunto para dentro do ambiente hospitalar é uma oportunidade de ampliar a informação e ajudar as pessoas a reconhecerem situações que necessitam de atenção. “É um tema muito importante e não poderíamos deixar de desenvolver um trabalho tanto com os funcionários quanto com os pacientes e as pessoas que procuram o Hospital. Além das ações de conscientização, aproveitamos esse contato para falar sobre a importância da prevenção e também de identificar quando um amigo ou alguém da família pode estar apresentando sinais de sofrimento”, destaca.

Pronto-Socorro também recebe pacientes em sofrimento emocional

A prevenção ao suicídio também está diretamente relacionada à rotina dos serviços de urgência e emergência. A médica do Pronto-Socorro do Hospital Bom Jesus, Dra. Ana Paula Schonarth, explica que a unidade recebe pacientes que chegam em situações de sofrimento emocional, incluindo casos de tentativa de suicídio ou risco de autoagressão.

“Entre a grande demanda de atendimentos, também recebemos pacientes que tentaram tirar a própria vida, que querem se machucar ou que apresentam risco de suicídio. Quando esse paciente dá entrada na emergência, temos a possibilidade de interná-lo no Hospital e contamos com o suporte da nossa equipe, incluindo Assistência Social e Psicologia”, explica.

Como o Hospital Bom Jesus não possui atendimento psiquiátrico especializado, após a estabilização e os primeiros cuidados, a equipe trabalha para que o paciente tenha acesso ao serviço de referência adequado. “O paciente permanece conosco enquanto buscamos o encaminhamento para uma referência onde possa receber um atendimento mais amplo e especializado. Saber acolher, entender o que está acontecendo, manejar esse tipo de situação e encaminhar corretamente esse paciente é extremamente importante”, reforça Dra. Ana Paula.

Atenção aos sinais pode fazer a diferença

Mais do que uma mobilização concentrada no mês de setembro, a campanha busca estimular uma cultura de atenção e cuidado durante todo o ano. A psicóloga da unidade hospitalar, ressalta que situações de sofrimento emocional nem sempre são percebidas facilmente por familiares e pessoas próximas.

“É importante falar sobre o assunto e também saber identificar alguém da nossa família ou do nosso convívio que possa estar passando por uma dificuldade. Nem sempre esse sofrimento é tão visível. Muitas vezes, a pessoa expressa o que está vivendo por meio de um comportamento, de uma fala ou de outros sinais que podem não ser percebidos”, explica.

Para a profissional, ampliar o diálogo também contribui para que mais pessoas compreendam que podem e devem procurar ajuda quando necessário. “Quanto mais falamos sobre o tema, mais ajudamos as pessoas a reconhecer esses sinais e também a procurar ajuda. O Setembro Amarelo é um convite para estarmos mais atentos às pessoas que estão ao nosso redor”, completa.

Com as ações, o Hospital Bom Jesus reforça seu compromisso com uma assistência que vai além do atendimento às necessidades físicas, valorizando também o acolhimento, a escuta e o cuidado integral com as pessoas.